
A psicóloga Maria Luiza Casanova, professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e uma das coordenadoras do projeto Galera de Deus, que atende crianças em situação de risco social na Zona Leste de Londrina, defende que o contato com realidades diferentes promove o crescimento profissional e também pessoal. ”Abre os horizontes e desconstrói preconceitos”, diz ela, que defende também o voluntariado em atividades diferentes daquelas às quais o estudante está acostumado. ”É uma forma de aumentar a criatividade e abrir espaço para novas ideias.” A Associação Mãos Estendidas (AME), localizada na Zona Oeste de Londrina, não conta com a ajuda de estudantes voluntários. De acordo com Aldo Pedalino, da diretoria da entidade, a adesão desses jovens seria muito bem vinda. ”É algo importante para se fazer, porque engrandece o currículo da vida. Só precisa ter comprometimento”, defende.
A estudante Maria Helena Ancioto Correa já foi voluntária no Hospital do Câncer de Londrina e, por exigência da faculdade, realizou atividades no Asilo São Vicente de Paulo. ”Foi tão bom que continuei ajudando mesmo depois do fim do estágio. É uma forma de conhecer uma nova realidade”, conta ela, que costuma conversar com os idosos, ajudar na cozinha e ainda faz sabão para uso da instituição. O consultor Wellington Moreira lembra que, apesar de enriquecer o currículo, a realização de trabalho voluntário deve ser motivada pela solidariedade. ”Os impactos na carreira são uma consequência positiva, mas o motivo deve ser a vontade de ajudar. Caso contrário, o voluntário acaba desistindo.”