Leitura no hospital

Vaca, sapos e outros personagens ajudam pequenos pacientes a esquecer a rotina médica
Celso Pacheco
A cama de Isaque Costa, 5 anos, foi levada até a roda de histórias: visita bem-vinda
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Ficar internado em hospital não é nem um pouco agradável. Se o paciente for uma criança então, tudo parece bem pior. Para tentar minimizar esse desconforto, muitas instituições proporcionam um local para brincadeiras e também equipes para entreter as crianças. No Hospital Evangélico a manhã de ontem foi de contação de histórias para os pequenos pacientes. A professora e autora de livros infantis, Mary Marques, desfiou para os pequenos histórias de sapos, vacas e outros bichos, que por alguns minutos fizeram as crianças esquecerem de onde estavam. Mirian Ferreira Santos Amaral, mãe do pequeno Lucas, de 9 meses, internado por causa de uma pneumonia, disse que o garoto está acostumado a ouvir histórias todos os dias e por isso tinha ficado quietinho no colo prestando a maior atenção, principalmente no som dos animais que a contadora reproduzia. Por causa de uma fratura, o garoto Isaque Costa, de 5 anos, não podia deixar a cama, que foi levada até a roda de histórias. Para ele, a mais legal foi a da vaquinha, que o ajudou a esquecer por um tempo da dor na perna. Sua mãe, a professora Leiva Costa, disse que o menino também é habituado a ouvir várias histórias durante o dia e por isso a visita foi mais do que bem-vinda. ”Ele pega uns três livros e quer que a gente leia um atrás do outro”, conta.
Mensagens positivas

Mary explica que desde o curso de Letras aprendeu a dramatizar histórias e usar os mais variados meios para tornar a leitura atraente, mas a contação aconteceu mesmo há quatro anos. A prática já possibilitou que ela ensinasse outros contadores e descobrisse o que mais agrada às crianças. ”Na verdade os adultos também ficam encantados, ainda mais quando imitamos sons e fazemos vozes diferentes. As crianças entram na história, passam a pensar, construir valores e elaboram situações da sua vida.” Na hora de escolher os livros, ela prioriza aqueles que trazem mensagens positivas e que possibilitam trabalhar a história e fazer perguntas para envolver ainda mais os pequenos. Para quem tem interesse em seguir no voluntariado, ela recomenda, acima de tudo, boa vontade. ”Vários lugares precisam de quem possa doar um pouco do seu tempo, são crianças em situação difícil, muitas fazendo tratamento para doenças sérias, como o câncer. É mais feliz quem dá do que quem recebe”, filosofa.

Voluntários

O Hospital Evangélico está a procura de voluntários que possam trabalhar tanto com as crianças quanto com pacientes adultos. ”Podem ser desenvolvidas diversas atividades como leitura, atividades circenses, música, fantoches e outras. Pode ser alguém só para conversar com os pacientes, porque muitos vêm para cá sozinhos, não têm familiares ou acompanhantes e querem uma pessoa com quem conversar”, reforça Carmem Turri, assistente social do HE. Também são aceitas doações de livros infantis, revistas e cadernos com desenhos para pintura. Carmem lembra que as atividades desenvolvidas pelos voluntários ajudam o paciente a desfocar de sua doença e há uma melhora emocional, o que favorece a cura.

Serviço: Quem quiser ser voluntário, doar materiais ou obter mais informações deve entrar em contato com a assistente social Carmem Turri, pelo fone (43) 3378-1210.

Érika Gonçalves – Reportagem Local – Folha de Londrina (13/12/12)

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