Doação de Cestas Básicas

Nesta quinta-feira, o CVL esteve na ocupação Flores do Campo visitando algumas famílias necessitadas. Na ocasião, algumas cestas básicas foram entregues. O CVL agradece a pastora Nelma pelo apoio no projeto e aos voluntários que têm colaborado com a montagem das cestas. Que o Senhor Deus continue abençoando a todos que amam e servem ao seu próximo de forma incondicional. Seja voluntário você também! http://www.voluntarioscvl.org

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Torcedores doam agasalhos

Corintianos de Londrina, da Fiel local, estão arrecadando agasalhos até o próximo dia 11, que serão entregues à coordenação geral da campanha Dia da Bondade. Mais detalhes pelo fone 9941-7698. E pedem a colaboração de torcedores de todos os demais times.

Oswaldo Militão – Folha de Londrina
Nota publicada no dia 05/06/2009

Campanha do agasalho em Londrina inicia com um mês de atraso

Expectativa é arrecadar aproximadamente 8 mil cobertores, que serão distribuídos entre 190 entidades assistenciais da cidade

Será aberta oficialmente no próximo sábado (6) a a Campanha Inverno Solidário 2009, que segue até o dia 31 de julho. O objetivo é arrecadar agasalhos e cobertores para doação a entidades assistenciais. Neste ano a campanha iniciará com aproximadamente um mês de atrasado, por causa da indefinição política na cidade, que realizou um terceiro turno no dia 29 de março.

A gerente administrativa do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) de Londrina, Ana Lúcia Conde, disse que no ano passado, durante três campanhas de arrecadação, foram doados 156 agasalhos e 4 mil cobertores. “Nosso objetivo é superar a meta e arrecadar de 6 a 8 mil cobertores, porque é a maior necessidade”, afirmou.

Segundo Ana Lúcia, são cerca de 190 entidades assistenciais que receberam as doações no ano passado. “Não fazemos doação direta à população, mas às entidades, para elas avaliarem quais as pessoas com maior necessidade”, observou. De acordo com ela, as doações podem ser feitas durante o ano todo.

Os agasalhos e cobertores podem ser levado até o Provopar (Avenida Juscelino Kubitschek, nº 2.882) ou depositados nas caixas de doação espalhadas em farmácias, supermercados, bancos, entre outros estabelecimentos comerciais, da cidade. Quem não puder entregar a doação em qualquer um desses lugares, pode ligar para o telefone 3324-2397.

Fábio Luporini
Reportagem local para Jornal de Londrina
(Matéria publicada no dia 04/06/2009)

19 anos de pro­mo­ção à saú­de

O Centro Social Coração de Maria é exemplo de atendimento à população de baixa renda

A dentista Andrea Takahashi com a paciente Jennifer Leonel: muito mais que um trabalho técnico
A dentista Andrea Takahashi com a paciente Jennifer Leonel: muito mais que um trabalho técnico
Além do atendimento, o centro oferece remédios fornecidos por laboratórios e clínicas
Além do atendimento, o centro oferece remédios fornecidos por laboratórios e clínicas

Para minimizar o efeito dos problemas enfrentados na rede pública de saúde, um batalhão de anônimos trabalha voluntariamente. Entre as organizações filantrópicas ou não governamentais mantidas graças à vocação dos voluntários e às doações da comunidade está o Centro Social Coração de Maria, que funciona junto à paróquia de mesmo nome, em Londrina, e que na última semana comemorou 19 anos de fundação.

‘‘Inicialmente funcionava numa pequena casa de madeira com apenas seis profissionais. Hoje, o centro é referência na cidade e região e conta com 80 profissionais da área da saúde’’, diz a coordenadora do projeto, Rosângela Faria. O centro possui uma estrutura de 600 metros quadrados e presta atendimento em cerca de 15 especialidades, entre elas fisioterapia, psicologia e odontologia, e chega a atender quase mil pessoas carentes e de baixa renda ao mês.

Segundo a coordenadora, para ser atendida a pessoa passa por uma triagem sócio-econômica. ‘‘Muitas vezes elas são encaminhadas pelos postos de saúde ou ainda pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras). Mas também podem vir diretamente aqui em nossa sede.’’ Um dos requisitos para o atendimento é renda máxima de R$ 200 per capita.

Além do atendimento, o centro oferece remédios gratuitos. ‘‘Sabemos como é difícil e certos medicamentos são caros. Por isso, contamos com o apoio de vários laboratórios e clínicas particulares para mantermos um estoque, digno de uma farmácia. Normalmente atendemos pessoas encaminhadas com receitas do Sistema Único de Saúde.’’ Também são entregues fraldas geriátricas.

A mais nova empreitada, de acordo com Rosângela, é um grupo que dá suporte às crianças obesas. ‘‘Desde o ano passado estamos como uma equipe multidisciplinar trabalhando nesta área.’’

O programa já foi reconhecido pela prestação de serviços com títulos de utilidade pública municipal, estadual e federal. ‘‘Durante todos estes anos, com a ajuda desses profissionais e da Igreja, foi possível proporcionar saúde física, emocional e espiritual a estas pessoas’’, destaca. A manutenção do centro é feita com parte do dízimo arrecadado pelo Paróquia Coração de Maria.

Voluntários doam tempo e carinho

‘‘Em vez de fi­car no con­sul­tó­rio du­ran­te o tem­po que te­nho li­vre, eu ve­nho até ­aqui pa­ra ­doar um pou­co do meu trabalho’’, de­cla­ra a den­tis­ta An­drea Ta­ka­has­hi, que há 11 ­anos é vo­lun­tá­ria do Cen­tro So­cial. Com dez pa­cien­tes, ela afir­ma que o vol­tun­ta­ria­do é mui­to ­mais que o tra­ba­lho téc­ni­co. ‘‘É uma doa­ção de ca­ri­nho. Ve­jo que as pes­soas ­saem fe­li­zes, e is­so é mui­to gra­ti­fi­can­te. ­Meus pro­ble­mas fi­cam pe­que­nos dian­te do que pre­sen­cia­mos. Na se­ma­na que não ve­nho sin­to fal­ta.’’

Uma de ­suas pa­cien­tes é Jen­ni­fer Ra­fae­la Leo­nel, de se­te ­anos, que An­drea aten­de des­de be­bê. ‘‘Atual­men­te fa­ze­mos ape­nas um tra­ba­lho de pre­ven­ção. Ela não tem ne­nhu­ma ­cárie’’, or­gu­lha-se a den­tis­ta. Re­cen­te­men­te a ga­ro­ta começou tam­bém acom­pa­nha­men­to psi­co­ló­gi­co. Pa­ra a mãe, Ma­ria Apa­re­ci­da da ­Cruz, se não fos­se o aten­di­men­to gra­tui­to, di­fi­cil­men­te te­ria co­mo pa­gar.

‘‘Até ten­tei le­var no pos­to de saú­de, mas lá o tra­ta­men­to é mui­to im­pes­soal e de­mo­ra­do. ­Aqui na igre­ja ­eles dão um tra­ta­men­to di­fe­ren­cia­do e de ­qualidade’’, co­men­ta a mãe, que tam­bém já foi aten­di­da pe­lo pro­gra­ma com ses­sões de acu­pun­tu­ra e ho­je aguar­da na fi­la pa­ra tra­ta­men­to psi­co­ló­gi­co.

Com uma de­pres­são que vi­nha pio­ran­do a ca­da dia, a ze­la­do­ra Il­da Chi­que­to Gi­me­nes en­con­trou no Cen­tro So­cial a espe­ran­ça de que pre­ci­sa­va. ‘‘Par­ti­ci­pa­va de um gru­po de ora­ção na Zo­na Nor­te. Co­mo ­eles per­ce­be­ram que eu necessi­ta­va de aju­da, me en­ca­mi­nha­ram pa­ra cá. Foi a me­lhor coi­sa que me ­aconteceu’’, afir­ma. Ela con­ta que re­ce­be tra­ta­men­to psi­co­ló­gi­co des­de 2007. ‘‘De lá pa­ra cá mi­nha vi­da mu­dou em to­dos os sen­ti­dos. Gra­ças a ­eles, nas­ci de novo’’, emo­cio­na-se. (M.T.)

Marian Trigueiros

Reportagem Local para Folha de Londrina
(Reportagem publicada no dia 27/05/2009)

TERCEIRO SETOR – Voluntariado exige mão de obra qualificada

Consultor afirma que profissionalização garante sobrevivência às ONGs que devem ser encaradas como negócios; Boa vontade não basta

‘O fato de não ter fins lucrativos não significa que a organização precisa falir. Pelo contrário’, adverte o consultor Fernando de Carvalho
‘O fato de não ter fins lucrativos não significa que a organização precisa falir. Pelo contrário’, adverte o consultor Fernando de Carvalho

O terceiro setor é um segmento que vem crescendo significativamente no Brasil. As Organizações Não Governamentais (ONGs) somam cerca de 20 mil em todo o país, sendo a grande concentração em pequenos e médios centros urbanos.

De acordo com o Ministério de Combate à Fome e Desenvolvimento, em 2015 o território brasileiro vai contar com aproximadamente 60 mil ONGs. Onde o Estado não tem condição de atuar, cria-se uma instituição de terceiro setor.

Fernando Rodrigues de Carvalho, consultor em gestão estratégica de negócios e sustentabilidade, do Rio Grande do Sul, esteve em Londrina para palestra na PUCPR e afirma que o Brasil é o país onde o voluntariado mais cresceu nos últimos anos. Ainda assim, o número é bastante inferior se comparado a outras nações.

”Nós ainda temos que crescer muito”, assegura Carvalho, revelando que os países desenvolvidos têm em média 10% da população ativa vinculada a alguma ONG enquanto no Brasil o índice é de 1,6%. Segundo ele, o terceiro setor é um mercado de trabalho promissor.

Qual a importância da profissionalização do terceiro setor?

Não basta ter boa vontade, é preciso saber administrar. O terceiro setor necessita de mão de obra qualificada para gerir o capital. A gestão do terceiro setor precisa deixar de ser uma matéria de especialização e se tornar uma graduação. Algumas universidades já estão fazendo ensaios para isso. No entanto, os gestores desse segmento têm dificuldade de se capacitar.

O que a profissionalização pode garantir às ONGs?

Sobrevivência. Hoje existem algumas fundações e entidades beneficentes que são geridas por famílias. São pessoas de boa vontade que se propõem a fazer filantropia e o bem comum. No entanto, essas pessoas não têm o intelecto para fazer o planejamento estratégico, o plano de sustentabilidade e manter a estrutura como um negócio. O terceiro setor é um negócio. A diferença está no lucro que ele apura ser revertido para ele mesmo. O fato de não ter fins lucrativos não significa que o negócio precisa falir. Pelo contrário. Eu preciso gerar sustentabilidade.

E quem deve qualificar os voluntários?

As instituições de ensino devem oferecer cursos de qualificação. Também pode haver incentivo para a qualificação do voluntário. Uma ONG deve receber verba pública para qualificar o seu participante. No mundo, 30% do financiamento de uma ONG é feito pelo Estado. No Brasil esse número não chega a 15%. Ou seja, o Estado brasileiro ainda é ausente na contribuição do terceiro setor.

Atualmente há profissionalismo no terceiro setor?

Hoje nós temos a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que permite que seus dirigentes sejam remunerados e se tornem funcionários. Dessa forma, pessoas qualificadas são realmente empregadas. O voluntariado sempre vai existir, mas há necessidade de uma gestão de recursos para que a ONG não desapareça. Com a Oscip é possível fazer parcerias com o Estado, contratar pessoas capacitadas e gerir a ONG com sustentabilidade. O Estado quer fazer parceria com uma Oscip, pois o custo operacional é mais barato. Se contratar uma empresa qualquer vai ter custo com impostos e, além disso, a Oscip presta serviço de utilidade pública.

Existem muitas Ongs que não têm mais voluntários e sim funcionários?

Diria que as contratações são muito relativas. As ONGs têm funcionários em funções burocráticas, como recepcionista, telefonista e faxineira. Nas funções técnicas a ONG não pode remunerar o profissional, a não ser que seja uma pessoa qualificada. A ONG não pode contratar um gerente e um diretor com remuneração, por exemplo.

O papel da ONG e o perfil dos voluntários está mudando?

Sim. Acho que nos últimos cinco anos nós evoluímos mais do que nos últimos 30. Mas no Brasil as ONGs ainda têm um longo caminho. É um mercado de trabalho que vai crescer muito.

Como o senhor avalia as fraudes que envolvem o terceiro setor?

Se você é entidade filantrópica precisa cumprir metas. Na saúde, por exemplo, é preciso atender 60% dos pacientes pelo SUS. Já as escolas são obrigadas a aplicar 20% de suas receitas em bolsas gratuitas. Muitas entidades beneficentes não cumpriam esses requisitos e continuavam com o certificado de entidade beneficente de assistência social. Hoje o governo está tentando combater a falcatrua e diversificar.

Paula Costa Bonini
Reportagem Local para a Folha de Londrina
(Entrevista publicada no dia 27/05/2009)