Dia Internacional do Voluntariado

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Dia Internacional do Voluntariado (2)

Hoje é comemorado o dia internacional do voluntariado. Parabéns a todos os voluntários! Que o Senhor Deus continue abençoando a cada um em todas as coisas! Seja voluntário você também!www.voluntarioscvl.org

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Quem é que ajuda a fazer crescer os movimentos voluntários?

06.12.2010 – 09:11     Por Graça Barbosa Ribeiro

Quatro pessoas revelam quem são e o que as faz roubar tempo ao tempo que não têm para se dedicarem aos outros. Não procuram reconhecimento, não querem medalhas e há até quem não tenha contado à família aquilo que faz. Também asseguram que recebem muito mais do que aquilo que oferecem

Nuno Serrano, 45 anos, dentistaFoto: Paulo Pimenta

Mundo a Sorrir: Dou aquilo que sou e sinto

Não gosto muito de falar disto. Tenho amigos que me chamam maluco, outros dizem que eu seria mais útil à sociedade se doasse o que ganho numa manhã. Mas isto é diferente. Quando passo uma manhã na Clínica de Apoio à Saúde Oral sirvo pessoas que de outra maneira não teriam acesso àqueles cuidados médicos. E dou mais do que dinheiro: dou o meu tempo, os meus conhecimentos, a minha experiência, aquilo que sou e sinto. Dou-me.

Há outros colegas a colaborar neste projecto da Mundo a Sorrir, uma associação de médicos dentistas solidários. Penso que serei dos mais velhos. Tenho 45 anos e não estou desocupado, de forma alguma. Trabalho em várias clínicas e uma ou duas vezes por mês tiro a manhã de segunda-feira para trabalhar naquele espaço da associação, que funciona nas instalações do Hospital Conde de Ferreira, no Porto.

Ali, os doentes são muito especiais. Não me escolheram como médico. São conduzidos por uma instituição particular de solidariedade social e chegam-me frágeis, impressionantemente frágeis. Se eu lhes disser que tenho de lhes extrair todos os dentes da frente não colocam objecções, não protestam e nem sequer perguntam: “E depois?” Simplesmente entregam-se. E não deviam.

Essa fragilidade, essa forma de aceitarem sem questionar tudo o que a vida lhes dá, aumenta de uma maneira tremenda a nossa responsabilidade, o nosso dever de os tratar com o cuidado, o respeito e o afecto que merecem e que não estão em condições de reclamar.

O problema é que isso só é possível dentro de alguns limites: raramente vejo o mesmo doente duas vezes; o tempo despendido com um tem de ser apenas o necessário, para que outro não deixe de ser atendido; e os recursos materiais que as empresas doam ou que nós próprios levamos são insuficientes para que possamos optar sempre por soluções conservadoras e menos radicais.

 

Cármen, 36 anos- Foto: Fábio Teixeira

SOS Voz Amiga: Esta é a herança que quero deixar

Chamo-me Cármen, tenho 36 anos e sobre a minha identidade pouco mais posso dizer. Porque neste tipo de voluntariado o anonimato é uma regra, mas também porque quase ninguém sabe que faço atendimento no telefone SOS Voz Amiga. Não contei, sequer, à minha mãe.

Trabalho na área da economia, num meio muito elitista, onde é fácil perdermos de vista o que realmente faz com que a vida tenha um sentido. O nascimento da minha filha ajudou-me a ver o quanto estava afastada dos valores que recebi e que gostaria de lhe transmitir.

Pois, a minha filha, essa sim, um dia, saberá. Saberá por que é que a mãe abdicou de estar com ela muitas horas, para ajudar pessoas que não conhecia. O respeito e o dever de ajudar os outros, os que são diferentes, os que têm menos do que nós, todos os que precisam – essa é a herança que lhe quero deixar. Não é uma tarefa fácil. Somos nós, o telefone, e alguém em desespero do lado de lá da linha. Às vezes sabemos o que dizer; outras só podemos dizer que, face a dor tamanha, não sabemos mesmo o que dizer. E, nesses casos, temos de procurar juntos um caminho, temos de conversar até descobrirmos algum sinal de esperança. Nem sempre é possível. Já me aconteceu desligar e não saber se poderei voltar a ouvir aquela voz.

São cerca de dez por cento os casos em que a pessoa que nos telefona pensa em suicidar-se ou em que o suicídio está mesmo em curso. E quase todos os contactos envolvem situações de angústia e de dor agudas. Perguntam-me se levo os problemas dos outros para casa. Mais do que isso – há uma ou duas vozes que nunca mais deixarão de estar comigo. Não quero que pareça que vivo em desespero, longe disso. Temos reuniões semanais, com um psiquiatra e um psicólogo, em que partilhamos experiências e angústias. Mais claramente: não somos autodestrutivos, mas, depois de vivermos algumas “chamadas”, temos de ter o cuidado de nos reconstruirmos. Só assim podemos continuar.

Ana Vale, estudante, 20 anos – Foto: Jorge Miguel Gonçalves/NFactos

Associação de Paralisia Cerebral do Porto: Serei uma enfermeira melhor

Tenho muitos amigos que dizem que não têm tempo. Mas quem é que tem? Eu também tenho de estudar, de praticar desporto, de estar com a minha família, com o meu namorado, com os meus amigos; também gosto de ir à praia e ao cinema, de passear, de me divertir. É sempre possível arranjar tempo para fazer voluntariado, se realmente quisermos. E eu quis.

Tenho 20 anos, sou estudante do 3.º ano de Enfermagem e não vou dizer que isso foi indiferente à decisão de me oferecer para apoiar adultos que residem na Associação de Paralisia Cerebral do Porto. O que não aceito é que sugiram que o fiz para ter mais umas linhas no currículo. Quem faz voluntariado por essa razão vai uma ou duas vezes e não fica, não aguenta. E eu estou lá há mais de dois anos.

No início foi um choque, não sabia como lidar com aquelas pessoas, inteligentes, afectivas, alegres, mas com tantas limitações, principalmente ao nível da mobilidade. Depois percebi que enquanto eu os ajudava a ultrapassar obstáculos físicos, eles ensinavam-me a aproveitar melhor a vida. Tiram mais partido do que podem fazer do que outros, que podem muito mais e não dão valor a isso.

Quando há saídas – à praia, ao cinema, ao bowling – ligam-me da associação e eu vou ajudar. Se ficam algum tempo sem me chamar, sou eu que telefono: esqueceram-se de mim? Não vou deixá-los, mas quero diversificar experiências. Inscrevi-me como voluntária no Instituto Português de Oncologia, espero que me chamem para uma entrevista; e estou impressionada com o aumento da pobreza, se puder vou ajudar a distribuir refeições.

Tudo isto tem a ver com enfermagem, sim. Quando acabar o estágio e começar a trabalhar terei vivido experiências e contactado com realidades muito diferentes das minhas. Serei uma pessoa mais completa, terei mais facilidade em compreender os outros e, por isso, também serei uma enfermeira melhor.

 

Mafalda Mendonça, gestora de clientes, 33 anos – Foto: Rui Gaudêncio

Comunidade Vida e Paz: Antes sentia-me vazia

Ontem saí de casa às 21h, para fazer “a volta”, que é como chamamos ao circuito de distribuição de alimentos e agasalhos pelos sem-abrigo, em Lisboa. Só regressei às quatro da madrugada e, hoje, às 9h30 já estava a trabalhar. O meu marido diz que está na hora de eu acalmar, mas não. Quero aproveitar isto até ao fim, até ao nascimento do meu bebé, em Fevereiro.

Podia ter ido visitar doentes, num hospital. Por vários acasos fui parar à Comunidade Vida e Paz e foi na rua que percebi que estava a ganhar muito mais do que aquilo que dava.

O nosso objectivo não é apenas matar a fome e o frio aos sem-abrigo, mas usar os alimentos e os agasalhos como um meio de chegar até eles, de os levar a aceitar a nossa ajuda, que tem como objectivo a sua reinserção social. Há gente que nos pergunta: “Mas, se podem ajudá-los, por que é que os deixam na rua, por que é que não os vão buscar?”

Essa é a primeira coisa que aprendemos: a aceitar que a maior parte não quer este tipo de ajuda e que, ainda assim, não devemos desistir, porque entre todos aqueles que a recusam pode haver um que aproveita a oportunidade de começar de novo e esse – mesmo que seja apenas um – justifica todo o projecto.

Aprendemos, também, que aquelas pessoas que passam o dia a vaguear já foram como nós. Tiveram uma família, um emprego e um salário até que, um dia, um desgosto, um divórcio ou um vício as atirou para a rua. Cada uma delas tem uma história. Se tivermos sorte, conseguimos descobri-la, entrar nela e tentar modificá-la.

Às vezes, no trabalho, rio-me. Os meus colegas comentam o último livro que leram, as novelas que viram, o filme do momento. E eu ouço-os, espantada, e penso que não sei nada do que se passa no mundo. E, no entanto, sei.

Textos escritos por Graça Barbosa Ribeiro, com base em entrevistas feitas a Nuno Serrano, Cármen, Ana Vale e Mafalda Mendonça

Vidas dedicadas ao voluntariado

Londrina tem, segundo levantamento do Fórum Desenvolve Londrina, mais de 700 organizações de interesse público – as ONGs e Oscips –, boa parte destas desenvolvendo ações nas mais diversas áreas junto a comunidades pobres

Aulas de culinária para as crianças do Conjunto Novo Amparo

Abrir mão da balada de sexta-feira para trabalhar com crianças de um bairro carente de Londrina no sábado de manhã já é uma rotina na vida das irmãs Laura e Glória Pedalino. Filhas de Aldo e Patrícia, as meninas aprenderam ainda no berço o valor do trabalho social. Aliás, foi por meio dele que os pais se conheceram. “Sempre teve, por parte dos meus pais, essa coisa de trabalho voluntário, de ajudar o próximo”, conta Laura, 19 anos.

Hoje, a família mantém a ONG AME – Associação Mãos Estendidas, no conjunto Novo Amparo, zona norte de Londrina, que oferece atividades de contraturno escolar a 160 crianças, com idades entre 6 e 14 anos. Tudo começou por volta de 2003, quando a família passou a frequentar as missas no bairro e assumiu a Pastoral da Criança. “Quando chegamos ao Novo Amparo, o padre que acolheu a gente falou para o meu pai ‘vocês vão doar bastante, mas vocês vão receber muito mais’. E é pura verdade!”, afirma Laura.

Desde o início do ano, Laura, Glória e a vizinha Ana Luísa Bracarense, de 16 anos, dão aulas de culinária para as meninas da AME, aos sábados de manhã. Os namorados também não escaparam de ajudar. Enquanto elas estão na cozinha, Guto e Gustavo treinam futebol com os meninos. “Você tem que conciliar o que gosta, o que sabe fazer, para ajudar”, acredita Laura. “A minha vida fazendo projeto social mudou muito. Nós queremos proporcionar o melhor para eles, mas acaba que eles proporcionam mais para nós. É muito gratificante. A vida de uma pessoa que faz projeto social muda muito, porque você consegue enxergar as realidades”, garante Glória, 18 anos.

O namorado de Laura, Gustavo Vinícius Capelo Severino, de 19 anos, conta que sempre ajudou nos eventos da AME, o que o fez crescer bastante. “Às vezes, chega um menino para treinar e está sem tênis. Aí a gente fala ‘Cadê seu tênis, porque você não veio de tênis?’. Então você vê que tem três pares em casa, faz você pensar.”

Desde que a AME iniciou as atividades, por volta de 2004, a realidade do bairro mudou. “Uma vez, um policial falou para o meu pai que antes de 2005 era impossível entrar no Novo Amparo. E agora mudou, dá para entrar, conversar com as pessoas”, recorda Glória.

Para quem deseja fazer algum tipo de trabalho social, as meninas dão a dica: não é preciso ir muito longe. “As pessoas pensam que a miséria, as coisas ruins acontecem no Rio de Janeiro, em lugares distantes. Mas você tem que olhar a sua volta”, aconselha Laura. “É verdade, porque, às vezes, essas situações estão a 10 quilômetros da nossa casa”, completa Glória.

Por Bruna Komarchesqui, em 10/12/2010, no Jornal de Londrina

Serviço: para ajudar a AME, entre em contato com a coordenação, pelo telefone: 3337-3790.

Brasil é destino preferido pelos voluntários latinos

Na edição deste ano, pesquisa de campo se realiza até sexta-feira em Antonina

Programa de pesquisa sobre mudanças climáticas no Paraná obtém os melhores resultados entre os colaboradores do HSBC na América Latina

01/12/2010

A costa-riquenha Rita Jimenez, 63 anos, foi criada no campo e por causa disso acredita ter herdado a preocupação com o meio ambiente. “Minha família inteira cuida da natureza”, comenta. Ela lembra com orgulho que ensinou os jovens a reciclar papel no banco onde trabalhava há dez anos. Atualmente, Rita trabalha na cafeteria do banco HSBC em seu país e continua empenhada em fazer sua parte para salvar o planeta. Na semana passada, ela desembarcou em São Paulo. A sexagenária escolheu o Brasil para participar do programa de voluntariado Climate Partnership, que pretende produzir a maior experiência de campo sobre os efeitos das mudanças climáticas em longo prazo.

O Brasil também foi o destino escolhido por dez latinos que compõem o grupo que permanece até a próxima sexta-feira no Latin America Regional Climate Center (Larcc, na sigla em inglês, e Centro Climático Regional Latino Americano, na tradução para o português), em Antonina, no litoral do Paraná. “Todos escolhem o Brasil, já decepcionamos muita gente porque não tem lugar para todo mundo”, explica James Campbell responsável pelo programa que é realizado em outros cinco centros climáticos localizados na China, Índia, Inglaterra e Brasil. Desde 2008, o Larcc já recebeu e treinou cerca de 220 colaboradores do HSBC, que junto com outras quatro organizações ambientais internacionais Earthwatch, The Climate Group, WWF e Smithsonian Tropical Research Institute.

Para a mais nova do grupo, a argentina Rocio Ramirez Blanc, 24 anos, foi o intercâmbio cultural com pessoas de países latinos que estimulou a escolha pelo país vizinho. A chefe de Rocio também participou do treinamento no Paraná e foi a paixão e o entusiasmo dela que a contagiou.

Ainda de acordo com Campbell, a disposição dos voluntários de participar do programa no Brasil fez com os melhores resultados viessem de quem participou da pesquisa em Antonina. Um estudo interno mostrou que o potencial de engajamento na América Latina é o mais alto e que o poder transformador da experiência também foi maior no Brasil. Os participantes se mostraram ser mais positivos do que os que realizam pesquisa nos outros países. Eles se sentiram mais satisfeitos com os projetos que desenvolveram quando retornaram e sentem que suas ações estão fazendo a diferença. De acordo o levantamento, pelo menos 92% dos entrevistados disseram que passaram a considerar mais as questões ambientais na tomado de decisões do dia a dia, por exemplo. Outros 75% elaboraram projetos de ação e 76% mudaram a maneira de pensar sobre a vida.

“Quando as pessoas passam pelas dificuldades de uma pesquisa de campo, a vida delas nunca mais será a mesma. A vivência traz a convicção de que ela pode fazer a mudança”, comenta Germano Vieira, presidente do Instituto Earthwatch no Brasil. Trabalhando no setor de planejamento de vendas, Larissa Rezende, 23 anos, participou do programa e considera que a experiência trouxe mudanças para a usa vida pessoal e profissional. A curitibana acabou mu dando o projeto inicial que tinha planejado para a pós em gestão de pessoal e optou por um tema voltado ao meio ambiente. Dentro do banco, tornou-se a vice-presidente do Comitê de Voluntariado Am biental e promoveu uma gincana social e ambiental em sua área de atuação. Marcelo Otto, 32 anos, participou da terceira turma do programa. Há 10 anos no setor de Tecnologia da Informação do HSBC, em Curitiba, ele acredita que adquiriu mais conhecimento do que esperava, o que mudou sua concepção em relação ao seu cotidiano.

“Temos mais consciência sobre as pequenas coisas que podemos praticar no dia a dia”, diz. Para o engenheiro ambiental, João Francisco Linhares Zeni, 25 anos, também da capital paranaense, o programa serviu para ampliar seu conhecimento através da pesquisa de campo. “Dentro do banco trabalhamos mais com gestão”, explica. Para ele, o melhor da prática é saber que de alguma forma participou de um processo de pesquisa que vai resultar em mudanças significativas e que vão ajudar o mundo. “Isso é gratificante”, afirma.

 

Estudo na Mata Atlântica

O Centro Climático da América Latina fica na Reserva Natural do Rio Cachoeira, na cidade de Antonina, no Litoral paranaense, o maior trecho contínuo de mata atlântica do país. Com aproximadamente 8,7 mil hectares, é a maior dentre as áreas mantidas pela Sociedade Pro tetora em Vida Selvagem e Edu cação Ambiental. Com 200 quilômetros de trilha, possui um viveiro de mudas nativas da Floresta Atlântica, com capacidade de produção de 150 mil mudas por ano.

Pesquisas realizadas até 2003 já revelaram a presença de 810 espécies de plantas, 407 de aves e 61 de peixes, além de mamíferos ameaçados de extinção como a lontra (Lutra lon gicaudis), a jaguatirica (Fidelis pardalis), a paca (Agouti paca) e a onça-pintada (Panthe ra onca). Foram ainda identificados 44 locais com presença de vestígios arqueológicos. Entre eles, sambaquis, ruínas, restos de cerâmica e ossos. É nesse cenário que os voluntários latinos do HSBC fazem medição das árvores, coletam folhas e frutos que são classificados e analisados por eles em laboratório. Assim, conseguem produzir dados sobre as mu danças sofridas pelas espécies diante das mudanças climáticas.

“A experiência desmistificou muita coisa sobre extinção. Eu achava que as espécies se modificavam com as mudanças, mas na verdade elas desaparecem.” - Rocio Ramirez Blanc, argentina

“Minha família inteira cuida da natureza. Acho que por isso herdei essa preocupação com o meio ambiente.” - Rita Jimenez, costa-riquenha
Os selecionados fazem a classificação e separação das espécies coletadas
“Champions”

Iniciativa começou em 2007

O HSBC Climate Partnership foi lançado em 2007 em âmbito mundial. Dividido em quatro linhas estratégicas de atuação, o projeto prevê a preservação de fontes de água doce, redução das emissões de gases do efeito estufa nas grandes metrópoles mundiais, pesquisas sobre biodiversidade em florestas tropicais e, principalmente, engajamento para transformar a atitude individual dos colaboradores do banco.

No Brasil, o programa conta com três fases. Na primeira, os colaboradores participam de um treinamento virtual que oferece informações sobre ações em favor das causas ambientais. A segunda contempla atividades de engajamento em parceria com ONGs locais. Na terceira fase, os colaboradores são convidados a participar de uma pesquisa de campo com apoio de biólogos. Os chamados “champions” ficam em campo durante 12 dias sem contato com o mundo externo e tem a oportunidade de aprimorar os conhecimentos em meio ambiente através de pesquisas e palestras. Também fazem a classificação e separação das espécies coletadas em laboratório construído no local.

A seleção de funcionários ocorre anualmente, organizados em 10 grupos com 12 colaboradores por edição. Os cadastros passam por uma análise. “O HSBC investe em ações como esta por acreditar que os impactos das mudanças climáticas vão interferir nas suas operações em termos de gerenciamento de riscos e identificação de oportunidade de negócios”, afirma a diretora do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky. Com investimentos de US$ 100 milhões, engajando 312 mil colaboradores em todo mundo e com duração de cinco anos, o programa almeja combater as urgentes ameaças das mudanças climáticas inspirando ações de indivíduos, empresas e governos.

 

Por Aniela Almeida, no Jornal de Londrina


Voluntariado do outro lado do mundo

Visitar lugares sagrados, em memória e homenagem aos antepassados. A cada dois anos, uma delegação do Paraná, composta por cerca de 30 descendentes de japoneses, atravessa meio mundo, em um gesto voluntário e de respeito à pátria-mãe de pais e avós.

O grupo segue até o Japão, onde percorre alguns templos xintoístas e realiza um trabalho de limpeza voluntário no jardim do Palácio Imperial, na capital Tóquio, a residência oficial do imperador Akihito e da imperatriz Michiko.

”É uma honra para nós, descendentes Até porque somos a única delegação recebida pessoalmente pelo casal imperial”, diz Komori Hiroshi, organizador do grupo e presidente da Associação Nippon Kaigi do Brasil, em São Paulo.

O próximo grupo, que partirá em abril, é a sexta delegação a realizar o trabalho e contará com integrantes dos estados do Paraná, São Paulo, Brasília e Minas Gerais ”Desta vez, queremos a participação de alguém de Londrina, já que o imperador sempre questiona se há um integrante da cidade onde residiu a pioneira Tomi Nakagawa, amiga do casal”, conta.

A partida do grupo está agendada para o dia 4 de abril de 2011, época de florada da Cerejeira O primeiro destino será a cidade de Narita, na província de Chiba, onde farão uma visita ao santuário Yasukuni.

Em seguida, irão para Kokyo (moradia do imperador com mais de 3 mil metros quadrados), onde realizarão a limpeza do jardim ”Temos que preservar tudo como está, mas recolhemos qualquer sujeira que possa estar no gramado e nas árvores”, afirma Hiroshi.
No dia 9 de abril, o grupo visitará o templo de Meiji e retornará ao Brasil Cada viajante fica responsável pelas próprias despesas.

Por Micaela Orikasa, Reportagem local, Folha de Londrina

Serviço:
Outras informações sobre a viagem pelos fones (11) 3207-1307 e 3271-6304

Estrelas estão confirmadas em jogo beneficente

Jogadores que atuam em grandes clubes do futebol nacional e internacional serão atração no próximo dia 21, a partir das 20 horas, no Estádio do Café A edição 2010 do ”Jogo das Estrelas” pretende dar uma ”goleada de solidariedade”

O objetivo é ultrapassar as 26 toneladas de alimentos, encaminhados posteriormente para o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) em Londrina, arrecadados no ano passado, quando 25 mil pessoas foram ao Estádio do Café prestigiar o evento beneficente ”É importante enaltecer a atitude dos jogadores que vão participar do Jogo das Estrelas, o que significa um alimento no prato da pessoa que mais necessita”, disse o prefeito Barbosa Neto

De acordo com o assessor da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ney Inácio, o jogo terá transmissão pela TV ”Contaremos com a presença de Rafinha, do Genoa (ITA), e do meia Elias, ex-Corinthians e que acabou de ser vendido para o Atlético de Madrid (ESP)”, disse Os jogadores Germano (Sport), Henrique (Cruzeiro) e Deivid (Atlético-PR) estiveram presentes na apresentação do evento

O Jogo das Estrelas terá ainda as presenças de Diego Macedo (Atlético-MG), Foguinho (Atlético-PR), Aislan (Guarani) e Miranda (São Paulo), além do zagueiro londrinense Cribari (Napoli-ITA) O evento é uma iniciativa da Prefeitura de Londrina, Instituto Vagner Nunes e Sercomtel (Reportagem Local)

Publicado em 10/12/2010, na Folha de Londrina

Que legado queremos com o trabalho voluntário?

De acordo com a definição da ONU, o voluntário é o jovem ou adulto que, devido ao seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social ou outros campos. Eu, particularmente, acho essa visão muito romântica e bonitinha. Voluntariado vai além de espírito cívico e de bem estar social.

 

Trago essa questão à tona mesmo já tendo escrito sobre o tema, pois ao conhecer o projeto olímpico de Londres, soube como será realizado o voluntariado para os Jogos de 2012. A luz amarela acendeu. Pergunto: qual o business do McDonald’s? Para mim é serviço rápido de alimentação. E sabe qual vai ser a empresa que vai cuidar da gestão de voluntariado das olimpíadas londrinas? Bingo.

 

Numa concorrência feita com outras empresas, o McDonald’s, cujo negócio é preparar e vender fast food, alegou ter know-how para tal empreitada, pois comparou o ato de ser voluntário ao ato de vender sanduíche. E convenceu o comitê organizador de que isso era o suficiente para capacitar e gerenciar 15 mil pessoas que vão doar tempo a um objetivo tão importante. À parte da definição dada pela ONU, que eu acho bem superficial, pergunto: para vocês que estão lendo esse texto, o que é ser voluntário?

 

Se concordarmos/aceitarmos que voluntariado se equivale a vender sanduíche, em primeiro lugar estaremos reduzindo o valor do trabalho voluntário. Ele se restringirá a uma atividade meramente operacional e de baixa qualificação. Sem contar que não proporcionará nenhum tipo de legado para as pessoas que se disponibilizarem a doar seu tempo para uma causa que acreditam.

 

Trazendo essa visão para a realidade brasileira e para a Rio-2016, corremos o risco de perder uma grande oportunidade com o voluntariado olímpico. Se bem trabalhado, esse voluntariado tem plenas condições de servir como plataforma de qualificação de jovens e adultos com pouco acesso a capacitação e emprego. E aí, o que, inicialmente, poderia ser mera realização de um sonho, pode, perfeitamente, transformar a vida de pessoas que realmente precisam.

 

Vale informar que o McDonald’s, como sponsor do COI/Olimpíadas desde 1976, tem toda boa vontade dos comitês locais ao entrar em uma concorrência. Não estou acusando ninguém de corrupção, mas não sou inocente em achar que os concorrentes lutam em igualdade de condições. Vale informar, também, que esse contrato firmado com o comitê organizador de Londres-2012 não é uma ação voluntária; mesmo como sponsor, o McDonald’s não está repassando, voluntariamente, o seu know-how de atendimento. Ele está sendo devidamente pago, o que, a meu ver, configura conflito de interesses.

 

Enfim, Londres-2012 problema dos ingleses. Mas tenho certeza de que o McDonald’s vai querer repetir o modelo aqui no Brasil. E é aí que nós, sociedade, nós, formadores de opinião, entramos para não deixar que isso não aconteça. E digo não apenas por questões de ética e transparência, mas por ficar clara a oportunidade que podemos perder. Ou após a realização dos nossos jogos vamos querer como legado 15 mil vendedores de sanduíches?

Por Julianna Antunes, Portal Administradores

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